Cada indivíduo entra com seu objetivo, paga sua mensalidade e cai dentro treinar, mas com o passar do tempo vai se moldando no esporte, pende para campeonatos, ou para o lado filosófico, ou para a parte técnica didática, e assim o jiu jitsu vai se formando um grande esporte com suas ramificações. Mas no meu ponto de vista uma característica que o jiu jitsu não pode perder é o espirito de coragem, quando isso se introduz na personalidade do praticante com certeza ele será uma peça negativa no contexto.
Há três anos e meio vivenciando de perto as mudanças em nossa academia, ajudando nas turmas kids consigo perceber o praticante destemido, que não tem medo do cara maior, mais grosso, nem do cara mais técnico por consequência mais perigoso, ou do novato que entra na academia colocando terror, mas por outro lado percebo também o cagão, que tem medo deste ou daquele colega, que tem medo que as pessoas que estão assistindo vejam ele “bater” para quem teoricamente deveria ser menos capacitado para ganhar o “rola” e isso pra é uma falha grave.
Sempre que meu corpo se acusa eu procuro me resguardar, pois neste período todo já percebi que não tem como eu estar na “ponta dos cascos” tem dias que estou melhor, mas a vista de qualquer lesão eu procuro reduzir a velocidade e treinar com cautela, mas quando meu corpo esta bem, não dou limites, procuro rolar com os mais fodidos, os mais difíceis e mais cascudos da academia, minha evolução já é lenta, se eu me enganar em treinar somente com os mais fracos que bosta serei eu dentro do jiujitsu. Lamento muito ter iniciado depois dos 30 anos, tentei elevar meu corpo a um patamar mais elevado, mas não foi possível, porém com muito orgulho quero chegar à velhice no jiu jitsu e dizer que eu não fui um praticante cagão. E serão estes as qualidades que vou querer passar aos que eu poder ensinar a arte, HONRA E CORAGEM OSS!
